quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Esse Gabriel!!

Vou estrear falando sobre o Gabriel, meu filho mais novo (4 anos). Dia desses, manhã de carnaval, maridão de plantão e eu SOZINHA com os três em casa. Lá pelas 10 da manhã, criançada com a corda toda, e eu não aguentando mais, resolvi atacar com psicologia infantil. Chamei os três e disse (gritando e xingando) calmamente que a mamãe estava cansada, que precisava de silêncio e que se eles ficassem quietinhos vendo um filme eu deixava eles almoçarem miojo. Gente, podem querer me matar, mas tem dias que faço qualquer coisa (até miojo) pra eles ficarem quietos. Quando eles começam, não há santo que dê jeito. Bom, eles é claro que rapidinho trataram de escolher um filme e assistir e a única coisa que eu ouvia eram as gargalhadas... Tava tudo bem, até que a vizinha chama e quando saio pra atender e olho pra janela da sala sou de cara com três cabecinhas fofocando observado pra ver quem era. Mais uma chamadinha de atenção e pronto: posso papear com a vizinha tranquilamente afinal, eles são superobedientes. Terminada a fofoca conversa, entro em casa e quase tropeço num ser estirado de barriga pra baixo no chão da sala. Com uma ?, sem entender o que está havendo abaixo um pouco pensando que o menino deve estar passando mal. Percebo que ele tá cuspindo no chão. Passa a ser o diálogo:

EU: Tá fazendo o quê aí, Gabriel?
ELE: Nada não, mãe. (ainda cuspindo)
EU: Como nada não? O que você tá cuspindo? Você colocou o que na boca?
ELE: Ração. (temos uma gatinha: Jade)
EU: Ração, Gabriel! Você quer passar mal?
ELE: (Levantando) Me dá água, então.

Lhe entrego um como com água e o moleque corre pra derramar na vasilha da Jade.

EU: GABRIEL, PARA! Você pediu água pra beber, a Jade já tem água.

Ele então vai até a pia da cozinha e joga o copo com tudo.

EU: Vai sentar esse rabinho no sofá, você tá me irritando.

Aí o moleque começa a chorar.

EU: Que foi, Gabriel? Tá chorando porque?
ELE: É que eu não tenho rabinho, eu tenho um rabão!!

Ai ai... aí eu não tinha nem mais forças de tanto rir.

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